terça-feira, 2 de julho de 2013

100 Coisas para Fazer em Curitiba

(1)Sempre quis fazer duas coisas sugeridas na letra de música do Paulinho Vítola: “Ouvir um fox trot na PRB2, e depois olhar o sol, do último andar do Garcez, caindo pra lá das Mercês, cobrindo o pinheiro de luz”.
(2) De qualquer maneira, olhar o sol caindo pra lá das Mercês ainda é possível, e eu recomendo, principalmente entre os meses de abril e maio, onde o nosso céu azul é mais azul! (Yara Teixeira, artista plástica)
(3) Curitiba mudou tanto que não sei mais se gosto da antiga ou da nova cidade. Agora tem mais coisas para fazer em Curitiba, que se divide em duas: AJ e DJ – antes do Jaime e depois do Jaime, o Lerner. (Carneiro Neto, cronista esportivo)
(4) Dar uma olhada nas paredes e livros na Fundação Poty Lazzarotto e, se puder, sair com o Poty debaixo do braço – o recente livro, o diálogo visual de Poty e Dalton. (Miran, cartunista e artista gráfico)
(5) Fazer o que nunca fiz: sair e voltar pra casa sem acrescentar nem tirar peças de roupa ou precisar de guarda-chuva. (Nelson Bond, jornalista e bancário)
(6) Curitibanear, tal como o caminhante sem rumo pelo Centro em um domingo de céu azul. (Bárbara Kirchner, advogada e cantora)
(7) No verão, colar na programação da Oficina de Música de Curitiba e assistir aos melhores músicos da cidade e da América Latina, em performances nos meus botecos favoritos, não raro a um palmo da minha mesa preferida.
(8) No inverno, colar na roda de choro no coração do Largo da Ordem. É sentar em uma mesinha na calçada e deixar a música entrar pela veia. (André Bezerra, promotor de eventos)
(9) Festejar o Ano Novo sem pulôver e sonhar com o Paraná Clube campeão brasileiro. (Carlos Ravazzani, médico e fotógrafo) (10) Subir a torre da Telepar e apreciar a cidade onde eu nasci (Eduardo Sokoloski, empresário)
(10) Subir a torre da Telepar e apreciar a cidade onde eu nasci (Eduardo Sokoloski, empresário)
(11) Um mês inteirinho em Curitiba para rever parentes e amigos e, principalmente, meus companheiros dos anos dourados (63/70) da Rádio Independência. (Jair Brito, radialista)
(12) Curitiba já me deu muito, preciso agora me doar mais, passaria uns dias levando doces para as crianças hospitalizadas e outros em um retiro de idosos carentes esquecidos por todos. (José Maria Correia, delegado aposentado)
(13) Gostaria de plantar algumas oliveiras em praças de Curitiba. E ainda uns pés de laranja rosa. (Otávio Duarte, jornalista)
(14) Preciso descobrir os endereços dos curitibanos que me convidaram para visitá-los… mas não me disseram onde moram. (Ubiratam Lustoza, radialista)
(15) Passar uma tarde lendo um livro, encostada numa árvore ouvindo o murmúrio da água escorrendo da rocha, na Universidade Livre do Meio Ambiente. (Gisele Mendes, produtora em São Paulo)
(16) Preciso ir pro Largo da Ordem no carnaval, ver o bloco Garibaldis e Sacis. (Luiza Mendonça, advogada)
(17) Tenho vontade de subir naquele pedestal da Boca Maldita e deitar falação, como  se estivesse naquele célebre parque londrino onde a palavra é livre, mas, por ser um curitibano nato, típico e assumido, nunca transformarei a intenção em ato. (Helio de Freitas Puglielli, professor e jornalista)
(18) Uma coisa Deus vai fazer em Curitiba, se lhe sobrar tempo: praia! (Rafael Belli, arquiteto)
(19) Participar do movimento “bicicletada” e exigir ciclofaixas.(Ângelo Volpi, cartorário)
(20) Sobrevoar de helicóptero, demoradamente, toda a cidade.
(21) Andar com o professor de história Carlos Balhana e ele dar uma aula sobre os lugares históricos da cidade. (Eloi Zanetti, escritor e publicitário)
(22) Fazer piquenique na praça, com toalha xadrez e cesta de vime recheada de “coisas de comer com a mão” mais um bom vinho. (Maí Nascimento Mendonça, jornalista)
(23) Andar de bondinho na rua Riachuelo e ver toda aquela região restaurada e iluminada. (Tiomkin, cineasta)
(24) Apostar na “corrida de transeuntes da Boca Maldita”, direto da sacada do Bar Getúlio, no Hotel Braz, na Boca Maldita. Funciona assim: os apostadores sentam-se na sacada e pedem chope. Depois, é preciso escolher um ponto de referência, que pode ser um poste ou um banco no calçadão. Então passa-se às apostas.(Sandro Moser, jornalista)
(25) Visitar os amigos dos anos 70, porque muitos estão indo embora sem dizer adeus (Luiz Fernando Bond, jornalista e escritor no Rio de Janeiro).
(26) Numa daquelas raras manhãs ensolaradas de outono, caminhar pelas alamedas (que não são de álamos, mas de tipas) da rua Fernando Amaro, no Alto da XV, encerrando-a na excelente biblioteca de obras em espanhol, aberta ao público, da escola de idiomas localizada em frente ao Museu do Expedicionário. (Aldo Votto, engenheiro)
(27) Já fiz e recomendo: comer um pernil com verde ou um pão com vina e tomar um chope em pé (tem de ser em pé) no balcão do Cachorro, na XV.
(28) Já fiz e quero fazer de novo assim que possível: assistir a show na Pedreira Paulo Leminski comendo pão com vina e tomando gasosa de gengibirra. (Luiz Claudio Oliveira, jornalista)
(29) Subir a Rua XV a fazer o lúgubre inventário: aqui era o Cine Ritz, ali a Loja Clark, lá o Bar Paraná, lá na frente o Alvoradão, aqui na esquina o Banco de Londres, e assim por diante até o correio, velho, claro…
(30) Ver os ipês amarelos à esquerda de quem entra na rodoferroviária, certamente o ipê mais florido e bonito do mundo, mundo, vasto mundo…
(31)Urinar na travessa do mijo, atrás da Catedral…
(32) Comer frango à passarinho e mineiro de bota no Bar Palácio, acolitados por Malzibier da Brahma…
(33) Ouvir o Mazza imitar o Bento Munhoz da Rocha Netto e o Jamur Junior imitar o Ney Braga. (Carlos A. Pessoa, jornalista e escritor)
(34) Pedalar de sunga e todo besuntado em homenagem ao Oilman. (Bebel Ritzman, colunista e fotógrafa)
(35) Tomar banho no chafariz da Praça Osório em dia de calor; e providenciar calor em Curitiba antes que o mundo acabe.(Adélia Maria Lopes, jornalista)
(36) Passar o carnaval em Curitiba e acompanhar o desfile de domingo na Cândido de Abreu…
(37) E aproveitar a segunda e a terça de carnaval para ler pelo menos dois livros de autores que vivem aqui. (Márcio Renato dos Santos, escritor)
(38) Passear no mapa do Paraná que está no quintal do Palácio Iguaçu (Jeanine Campelli, tradutora)
(39) Caminhar pela madrugada curitibana no inverno, cortando o “fog” e a umidade do ar com assovio de melodias…
(40) Ver o dia nascer com geada…
(41) Ouvir Saul em solo de trumpete…
(42) E ver a nova exposição das artes da Iara Teixeira. (Caco de Paula, editor das revistas Planeta Sustentável e National Geographic Brasil)
(43) Entrar e sentar numa das mesinhas da confeitaria Blumenau para saborear um sanduíche com broa produzida na casa. É viagem garantida para outra dimensão, com a vantagem de se esquecer por alguns instantes o que se passa do lado de fora, naquela região das ruas São Francisco e Riachuelo - no resto do mundo. (Zé Beto, jornalista e blogueiro)
(44) Curitiba tem uma dívida com a memória de meu avô, Guilherme Xavier de Miranda, terceiro prefeito desta cidade. Injustamente ele teve  o seu nome retirado da rua Carlos de Carvalho, e a troca foi esquecido. Justamente ele, que executou  obras na cidade com dinheiro do próprio bolso. Algo inimaginável  nos dia de hoje. (Nego Miranda, fotógrafo)
(45) Reunir meus amigos para uma grande noitada no Bar Palácio. (Yara Sarmento, atriz)
(46) Caminhar pelas veredas do Jardim Botânico, em noite de lua cheia e em absoluto silêncio, para conversar com as estrelas, sem me importar  que possam pensar que estou alucinando! (Adélia Maria Woellner, poeta)
(47) Uma das coisas que preciso fazer é um sonho: encontrar o Vampiro Dalton pra trocar ideias curitibófilas e sublimar as reflexões em forma de som (Marília Giller, pianista)
(48) Andar de bicicleta pelas ruas da cidade. Ops, esqueci, não sei andar de bike…
(49) Andar na chuva pelas ruas da Bela Vista das Mercês. Ops, sou impermeável mas meu equipamento não…
(50) Ter sua própria lenda sobre os túneis subterrâneos da cidade. Essa eu ainda não fiz!
51) Resumo: em Curitiba só não se faz o que não se quer. (Lina Faria, fotógrafa)
(52) Andar na Linha Turismo! Pode parecer coisa de turista, mas é uma forma muito especial de ver a cidade de outro ângulo…
(53) Fazer um piquenique no Passeio Público. Muita gente acha que o lugar está degradado, mas não: é uma ilha de verde e ar fresco no Centro da cidade. (Helena Carnieri, jornalista)
(54) Amar, cada vez mais, a transformação da mentalidade do curitibano nativo (Lea Oksemberg, jornalista)
(55) Ir ao cinema à tarde, durante a semana. Faz mais de 30 anos que penso em fazer isso e não encontro tempo…
(56) Uma lei municipal que obrigue todos os botecos da cidade a servir chope e a aumentar a variedade dos tira-gostos. Chega da ditadura da cerveja, mandioca frita e filé no palito. (Ernani Buchmann, escritor e publicitário)
(57) Voltar ao aperitivo de sábado no Passeio Público e encontrar o Cristovão Tezza comendo bolinho de arroz. (Solange Glock, psicóloga)
58) Dar uma passada na Comic Shop Itiban e ver os melhores lançamentos de quadrinhos do Brasil e do mundo…
(59) Ir no Curitiba Comedy Club ver os melhores comediantes “stand-ups” do Brasil(Benett, cartunista) (60) Descer a Avenida Iguaçu, de preferência de mãos dadas com seu amor, e ver o sol se por entre o Cotolengo e Santa Quitéria.(Ronald Magalhães, músico)
(61) Comer rolmops em qualquer boteco de bairro e beber submarino no Bar do Alemão. (Alberto Mello Viana, fotógrafo)
(62) Gostaria de dar uma aula (preferencialmente sobre Rocha Pombo) nas escadarias do prédio histórico da UFPR. Talvez em trajes helênicos, como o fez Leminski diante do Instituto Neopitagórico. (Cassiana Lacerda, professora)
(63) Tomar um chá das três com o Dalton Trevisan na Ubaldino do Amaral, para uma conversa de quarto de hora (ou menos) sobre as irreverências de Paul Léataud, com o qual ainda nos encontraremos. (Edilson Pereira, jornalista e escritor)
(64) Saborear o risoto do Velho Madalosso, em Santa Felicidade, ou comer a pizza acompanhada de vitamina mista com uma bola de sorvete dentro do liquidificador, da Lanchonete Itália, na Carlos de Carvalho quase esquina com Ébano Pereira. (Roberto Guidalli, assessor de imprensa do governador de Santa Catarina)
(65) Percorrer os sebos da Saldanha Marinho e arredores garimpando LPs raros, para depois comer pastel de queijo com Wimi no Yamamoto na praça Osório. (Paulo Guilherme de Souza, empresário)
(66) Imagina! Eu ainda não peguei o trem pra Paranaguá. Eu nunca vi o coral das crianças no Palácio Avenida! (Luciana Wella Worms, professora e cantora)
(67) Andar sem compromisso pela Avenida mais curta e interessante que existe (Luiz Xavier), entrar naquela livraria e curtir o resto da tarde de sol.(Ronald e Anaís Magalhães, pai e filha).
(68) O que preciso e quero fazer é visitar os parques que ainda não conheço em Curitiba. (Manoel Andrade, advogado e poeta)
(69) Tomar uma cerveja em algum inferninho, dos mais badalados. Objetivo: observação pessoal de um mundo que, na minha condição de mulher, nem imagino como seja. Vai corresponder às minhas fantasias? (Tereza Lacerda, orgulhosamente octogenária, escritora)
(70) Um final de semana de culto ao silêncio na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico (Váléria Prochmann, jornalista)
(71) Curitibano adora bicicleta, muito embora ainda falte muita infraestrutura para nossos ciclistas, que lutam bravamente por espaço e mais segurança. (Zélia Sell, historiadora)
(72) Provar na madrugada a canja de galinha do Gato Preto (Maria Salete Cadorin, nutricionista)
(73) Uma coisa que não fiz (e gostaria de fazer) em Curitiba é andar de balão. Já pensou, se deixar levar pelo vento de Curitiba e descobrir uma visão que nem o helicóptero dá? (Cláudio Loureiro, publicitário)
(74) Comer um churrasco paranaense na Churrascaria do Ervin. (Paulo Maranhão, engenheiro)
(75) Deslizar em patins pelas trilhas do Jardim Botânico, em manhã de inverno, com um pouco de neblina. (Verônica Toledo)
(76) Caminhar pela Praça Tiradentes, florida de ipês, para depois contemplar o pôr do sol no Bigorrilho (Célio Heitor Guimarães, advogado)
77) Apreciar a cidade, ao por do sol, do alto da Torre da Telepar. (Hélio Germiniani, presidente da Academia Paranaense de Medicina)
(78) Conhecer o Parque Tanguá. (Arnoldo Monteiro Bach, escritor e historiador dos Campos Gerais)
(79) Frase de um personagem meu, Anatol Kraft: “Cem coisas a fazer em Curitiba? Acho que já fiz todas. Não deu certo”. (Roberto Gomes, escritor)
(80)Andar a pé (se pudesse!) pela cidade, com segurança e tranquilidade. (Albino de Brito, juiz aposentado)
(81) Subir nos telhados dos arranha-céus antigos do centro de Curitiba e morar numa daquelas casinhas coloridas da rua Júlia Wanderley, entre Prudente de Moraes e Visconde do Rio Branco. (Ulysses Iarochinski, jornalista e historiador)
(82) Experimentar o pão de queijo da Café & Letra na Avenida Sete de Setembro e comprar o panetone e o pão de mel da Delice da rua Jacarezinho. (Marina e André Brik, jornalista e programador visual)
(83) Comer folheado de creme com Wimi na confeitaria das Famílias e depois fotografar a velha Curitiba no Centro Velho (Luis Carlos Swain, publicitário e diretor de cinema em São Paulo)
(84) Tirar uma foto no meio das tetas da mulher do Homem Nu. (João Marcon, publicitário)
(85) Pedir uma cerveja com bolinho de carne no Pudim e atravessar a rua para um sorvete no Gaúcho. (Dilmar Soares, aposentado)
(86) Ouvir novamente o Vampiro de Curitiba dissertando sobre música clássica e seus (poucos) compositores favoritos. Mozart à frente… (87) Às 23h30 de um dia da semana, dar uma volta na roda-gigante do Parque Alvorada, diante do Passeio Público, a convite do amigo Maurício Roslindo Fruet. (Francisco Camargo, jornalista)
(88) Descer a serra no trem de Antonina. (Rogerio Distefano, advogado)
(89)Preciso me acostumar, o que é muito difícil, a ver minha cidade entrando em um processo de teorização por falta de continuidade do processo de planejamento que a colocou à frente de muitas outras. Não é fácil! (Manoel Coelho, arquiteto)
(90) Sair de Curitiba tipo onze horas da manhã de sábado, descer a Serra da Graciosa, almoçar na Caçarola do Joca, em Antonina, e voltar para casa como se tivesse vindo de um restaurante da Mateus Leme(Evilásio Motta, administrador)
(91) Se pudesse, entraria invisível em todas as casas legitimamente curitibanas para descobrir a verdadeira alma dessa cidade. Quando passo diante de muitas delas (incluídos os edifícios de todos os padrões), fico imaginando quem está lá dentro àquela hora, como e fazendo o quê. Curitiba é uma alma lavada, passada, dobrada e guardada nas cômodas do meu imaginário de curitibano por adoção. (Reinaldo Bessa, jornalista)
(92) Retomar contato com amigos/as e colegas de anos passados para resgatar esse valor e reforçar esse vínculo local…
(93) Dedicar parte de meu tempo livre a tarefas de voluntariado, em ajuda ao próximo, consolidando o sentido de “pertencimento” local e solidariedade humana…
(94) Mobilizar vizinhos para usar mais e melhor os espaços públicos comuns do bairro, reforçando esse sentido de identidade territorial da família composta pelos “parentes por parte de rua” como dizia o Jaime Lerner. (Alberto Maia da Rocha Paranhos, economista urbano)
(95) Passear com amigos no ônibus Turismo-Jardineira numa tarde bem fresca e gostosa com um lindo chapéu. (Rosana Sozzi, assessora na Prefeitura)
(96) Nunca andei de patins nos parques de Curitiba.
(97) Ainda não comprei todo o estoque de copos-de-leite de uma das poucas e pequenas barracas da feira livre do Bom Retiro, mas espero fazê-lo um dia. Só compro dois ou três maços por sábado. (Vagner Carreira, professor)
(98) Uma das coisas importantes a fazer em 2012, para o bem da cidade e de seus cidadãos, é expulsar, pelo voto, a gentalha instalada na Câmara Municipal. Outra é ler todos os livros do Cristóvão Tezza. (Geraldo Bolda, jornalista)
(99) Gostaria ter de volta alguns tipos humanos que foram almas de Curitiba, como: dom Jerônimo Mazzarotto, Leopoldo Scherner, Paulo Leminski, Wilson Bueno, Fani Lerner, Rafael Dely, Jaime Paciornick, Newton Freire-Maia, Ubaldo Pupi, Madre Belém, Emílio Zola Florenzano, Aramis Millarch, Walcimar José de Souza, Renato Schaitza, Dino Almeida… Eles são partes da alma de Curitiba, cedo, muito cedo, levadas pelo anjo da morte. Farão falta sempre. (Aroldo Murá, jornalista)
(100) Aos amigos aqui reunidos, faço dos vossos sonhos os meus sonhos e, com os leitores, um brinde ao porvir desta Tribuna. (Dante Mendonça)